terça-feira, 28 de junho de 2016

TARIFAS DE SERVIÇOS POSTAIS FICAM MAIS CARAS A PARTIR DE HOJE


A partir de hoje (28), as tarifas de serviços postais nacionais e internacionais dos Correios terão um reajuste médio de 10,7%. A portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações regulamentando os novos valores foi publicada ontem (27) no Diário Oficial da União.
Com o reajuste, o primeiro porte da carta não comercial terá seu valor corrigido de R$ 1,05 para R$ 1,15. No caso de telegrama nacional redigido pela internet, a tarifa passa de R$ 6,39 para R$ 7,07 por página. A tarifa da Carta Social, destinada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanece inalterada, em R$ 0,01.
O reajuste já tinha sido definido pelo Ministério da Fazenda na semana passada. Os serviços são reajustados todos os anos com base na recomposição dos custos repassados à estatal, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados. As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas e marketing direto.


terça-feira, 7 de junho de 2016

NOTA DE PESAR


O Sindicato dos Comerciários de Sobral registra com pesar o falecimento do Sr. Francisco Mendes Sobrinho, genitor da nossa  colaboradora Aurelina Mendes (LINA) ocorrido na última sexta  feira 03/06.  Diretoria e funcionários do SECS Sobral se solidarizam com a família de Aurelina externando os mais sinceros votos de pesar.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Temer pode acabar com Farmácia Popular



Recursos para manter o programa Farmácia Popular, que distribui medicamentos de graça para vários tipos de doenças, e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são suficientes somente até agosto deste ano; anúncio foi feito pelo ex-ministro interino da Saúde, Agenor Álvares da Silva, durante reunião no Conselho Nacional de Saúde; "A partir de setembro, vamos ver como esse repasse terá de ser feito para as farmácias credenciadas", afirmou; enquanto isso, Senado pode votar na próxima terça-feira, 17, em segundo turno a PEC 134/2015, conhecida como "DRU dos Estados", que pode tirar R$ 35 bilhões da saúde pública em 2017; PEC foi relatada pelo atual ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deu parecer favorável ao projeto
14 de Maio de 2016 às 12:01
247 - Os recursos para manter o programa Farmácia Popular e para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) são suficientes somente até agosto deste ano. O anúncio foi feito pelo ex-ministro interino da Saúde, Agenor Álvares da Silva, durante reunião no Conselho Nacional de Saúde.
"Será preciso encontrar uma forma de pagamento", disse Álvares da Silva na última quinta-feira, 12. Ele confirmou ainda que recursos não serão suficientes para honrar compromissos de procedimentos de média e alta complexidade, como cirurgias e internações, a partir de dezembro.

A dificuldade no pagamento de contas é fruto de uma redução na previsão do orçamento para o Ministério da Saúde em 2016, no valor de R$ 5,5 bilhões. "Diante da redução das verbas, procuramos no primeiro momento controlar os gastos discricionários. Depois de algum tempo, no entanto, eles chegarão também a procedimentos como repasses para procedimentos como cirurgias", disse o ministro em exercício.
A falta de verbas afetaria, de acordo com Álvares da Silva, o Aqui Tem Farmácia Popular, um dos desdobramentos do programa inicial, em que estabelecimentos comerciais vendem medicamentos para rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma, osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas. O preço não é cobrado da população, mas é reembolsado pelo Ministério da Saúde aos estabelecimentos. "A partir de setembro, vamos ver como esse repasse terá de ser feito para as farmácias credenciadas."
PEC defendida pelo governo retira R$ 35 bilhões da Saúde
A proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 134 de 2015, conhecida como "DRU dos Estados'', pode tirar R$ 35 bilhões da saúde pública em 2017. A estimativa é do Departamento de Economia da Saúde do Ministério da Saúde.
A PEC foi relatada pelo atual ministro do Planejamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR), que deu parecer favorável ao projeto. O texto deve ser votado em segundo turno no Senado nesta terça-feira, 17. Estados poderão reduzir em até R$ 14 bilhões os gastos na área. Os municípios poderão deixar de investir até R$ 21 bilhões. O autor da proposta é o senador Dalirio Beber (PSDB-SC).

domingo, 5 de junho de 2016

Suíça decide se todos os seus cidadãos receberão R$ 9 mil por mês sem fazer nada

Defensores alegam que proposta seria forma de 'desassociar trabalho e renda' e garantir 'segurança e liberdade' às pessoas.



Imagine receber todos os meses cerca de R$ 9 mil (2500 francos) do governo sem ter que fazer absolutamente nada. Sem trabalho, sem esforço, sem precondições, apenas dinheiro. Essa é a proposta que está sendo levada a um plebiscito público neste domingo (5) na Suíça.

Os eleitores do país vão decidir se desejam mudar o sistema social implementando uma renda mínima universal para todos os cidadãos, independentemente da riqueza de cada um. O valor substituiria outros subsídios e seria distribuído para todos os cidadãos e residentes no país. Para as crianças, o valor seria de R$ 2270 (625 francos).

A idéia não é nova - há 500 anos, o autor Thomas More defendeu a renda básica no livro Utopia, e projetos em escala regional foram testados em diversos países - mas a possibilidade de implementação incondicional, institucionalizada e em larga escala é inédita.

A Suíça passaria a ser a primeira sociedade a desfrutar da prosperidade gerada pelo "dividendo digital", afirmam apoiadores do projeto.

A noção defendida por eles é de que a desassociação entre trabalho e renda será inevitável no futuro, pois cada vez mais a tecnologia está substituindo a atividade humana em países desenvolvidos. Ainda de acordo com esse pensamento, a Suíça deveria se adiantar a essa tendência e libertar a capacidade humana das obrigações econômicas como meio de garantir "segurança e liberdade" aos seus cidadãos.

"Robôs absorvem cada vez mais trabalho. É agora nosso dever reorganizar a sociedade de modo que a Revolução digital dê a todos uma vida digna: atividades de própria escolha e que façam sentido", afirmam os defensores da causa em um documento explicativo enviado aos eleitores.

"Produzimos três vezes mais do que conseguimos consumir (…), mas isso não está acessível a todos. A renda mínima é um direito nesse contexto. Por que não tornar a riqueza acessível a todos?", questiona o porta-voz do movimento pela renda mínima, Che Wagner, em entrevista à BBC Brasil.

O professor em história da Economia e Pensamento Político da Universidade de St.Gallen e autor do livro Austeridade: Breve História de um Grande Erro, Florian Schui, avalia que no contexto histórico a sociedade está mudando e há abertura para novos conceitos.

"É útil promover uma sociedade em que as pessoas tenham a estabilidade para tentar coisas novas (…), é útil dar a liberdade para as pessoas serem criativas. Isso vai ajudar muito a Suíça se for adotado", opina.

Riqueza

Com uma renda per capita estimada em US$ 59 mil ao ano (R$ 211 mil) e taxa de desemprego inferior a 4%, o país não carece de políticas públicas de combate à pobreza. Isso, dizem defensores do projeto, permitiria ao país "dar-se ao luxo" de experimentar uma utopia.

"A Suíça está em uma situação única. Não temos pobreza, não temos desemprego e é realmente por isso que possuímos aqui a oportunidade de debater o revolucionário conceito de renda universal", avalia Wagner.

Apesar da abundância econômica do país, o projeto não sairia barato aos cofres públicos. A estimativa oficial é de um custo de 208 bilhões de francos (R$ 750 bilhões), para atender 6,5 milhões de adultos e 1,5 milhão de crianças.

Desse valor, cerca de 55 bilhões viriam de cortes em outros projetos sociais. Outros 128 bilhões seriam financiados pelos assalariados: todos teriam 2500 francos abatidos de seu salário mensal, e aqueles que ganhassem menos que isso dariam todo seu salário ao governo e receberiam o subsídio em troca.

Os 25 bilhões de francos que faltariam para cobrir o rombo poderiam ser obtidos por meio de um aumento no imposto de valor agregado (IVA), que atualmente é de 8% e passaria a 16%.

André Coelho, da BIEN - Basic Income Earth Network, ONG que defende uma renda universal incondicional, ressalta que o retorno de valor de um investimento desse porte ocorrerá também por meio de ganhos não monetários.

Para ele, o projeto oferece "retorno positivo" porque traz "estabilidade aos cidadãos, mais paz de espírito, mais tempo para a família e para os amigos, incentivo e condições para seguir atividades próprias e voluntariados diversos".

Eleitores

Apesar dos argumentos, pesquisas de opinião sobre o apoio à iniciativa realizadas em abril apontaram uma rejeição de quase 60%.

A suíça Karin B. faz parte da minoria que votaria a favor. O motivo: já está vivendo do sistema social, mas sente-se uma "cidadã de segunda classe".

Diagnosticada com depressão crônica, decorrente de um trauma de infância, ela recebe do Estado uma pensão por invalidez. Casada e com uma filha, a família depende do apoio estatal para sobreviver.

Karin conta que, se tivesse a renda garantida, em vez de uma pensão que a qualifica como inválida, ela buscaria uma reinserção no mundo do trabalho.

"Só que eu não posso tentar fazer nada hoje. Não posso tentar estudar, achar um trabalho temporário ou tentar abrir um negócio. Se eu for proativa, corro o risco de perder a minha pensão", explica.

Pessoas como ela, que desejam participar da economia, mas encontram-se dependentes do modelo social atual, seriam um dos grupos mais beneficiados pela medida.

"Estou certa de que muitas pessoas se mobilizariam para se tornarem produtivas e para empreender se tivessem essa garantia do ganho mínimo. Elas simplesmente não se aventuram porque correm o risco de perder o pouco que têm" conclui.

Erosão no consumo

O governo da Suíça pronunciou-se abertamente contrário à proposta de renda mínima. Em um documento explicativo enviado aos eleitores, o Parlamento desaconselha o apoio à ideia e elenca alguns motivos.

"A iniciativa deseja representar os anseios do povo. De fato, porém, enfraquece-se o serviço público, danifica a estrutura pública e gera aumento de impostos e erosão no consumo. De forma alguma ela cumpre o que promete".

Na prática não seria possível suprir todas as necessidades sociais dos cidadãos somente com o pagamento de dinheiro, ou seja, uma substituição dos subsídios existentes pela renda fixa não atenderia à realidade. Por exemplo, idosos enfermos continuariam precisando do atendimento de agentes de saúde, cita o documento.

O governo afirma ainda que o conceito é "um experimento muito arriscado" e sustenta o argumento de que a parte da população com ganhos inferiores a 2500 francos não teria mais incentivos para trabalhar, ao mesmo tempo em que o polpudo benefício serviria para atrair imigrantes indesejados.

"Por esses motivos o Conselho Nacional e o Parlamento popular aconselham a rejeitar a iniciativa", conclui o texto.

O ministro do Interior, Alain Berset, afirmou que quem votar "sim" no plebiscito estará se arriscando em uma aventura.

"O povo precisa estar ciente: em caso de sim, precisaremos reformular nosso sistema social (e isso trará) consequências imprevisíveis. Existem aventureiros que talvez queiram isso", disse em entrevista ao jornal Tagesanzeiger.

Via Ultimo Segundo


sexta-feira, 3 de junho de 2016

NOTA PÚBLICA: PELO FIM DA CULTURA DE ESTUPRO

A Federação dos Trabalhadores Empregados e Empregadas no Comércio e Serviços do Estado do Ceará (Fetrace), através de sua Secretaria de Mulheres, divulga nota pública contra o crime hediondo de estupro coletivo ocorrido na comunidade de Morro São João, Jacarepaguá, no Rio de Janeiro e que vitimou uma menina de 16 anos de idade.


O fato, filmando em vídeo e postado nas redes sociais, chamou a atenção da sociedade, que pede a punição imediata dos 33 envolvidos. Em depoimento a jovem afirmou que foi para a casa do namorado na última sexta-feira e só acordou no domingo, o que reforça a ideia de que ela teria sido drogada pelos criminosos. Dados de 2015, denunciam que a cada 11 minutos, uma pessoa é estuprada no Brasil. A violência contra a mulher, poderia diminuir significativamente, se não houvessem na sociedade tantos coautores.
A cultura do estupro incentiva e alimenta as mentes criminosas e a ideia da “objetificação” da mulher. Quando uma menina é abusada até sangrar por 33 homens, seria importante que a sociedade analisasse profundamente o papel que exerce na culpabilização da vítima, na não denuncia de propagandas que exploram o corpo feminino, do “desempoderamento” das mulheres e mais recentemente o papel exercido por um golpe de estado, que fechou o Ministério dos Direitos Humanos, retirou uma mulher para dar poder a homens brancos da elite, abriu as portas do Ministério da Educação ao um ator que alegou publicamente ter cometido um estupro e depois afirmou ser “piada’.
A sociedade na medida que se omite e incentiva esse tipo de comportamento, atua como coautora. Uma criminosa que não suja as mãos no sangue e tomada por uma psicopatia, não sente remorso ou culpa estando diante dos fatos. A luta contra o machismo e misoginia, é todo dia. É a possibilidade de “prendermos as armas, antes de ter o dedo no gatilho”.