sexta-feira, 30 de agosto de 2019

VENHA PARTICIPAR



Venha EMAGRECER com a gente e perca até 10kg ou mais em 30 dias de forma saudável.
O Desafio da Central é um programa que acontece em 30 dias (Setembro e Outubro de 2019), que tem como objetivo o emagrecimento, gosto por hábitos saudáveis, integração, descontração e divertimento.
Você vai ter acesso a um programa de treinamentos exclusivo que foi desenvolvido para os participantes do desafio.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Final Torneio de Futebol Society em homenagem ao DIA DOS PAIS COMERCIÁRIOS









Ontem dia 25 agosto, foi encerrada com muita emoção, a edição do Torneio de Futebol Society  em homenagem ao DIA DOS PAIS COMERCIÁRIOS. Esta edição contou com a participação de vários atletas divididos em  equipes que fizeram do torneio um espetáculo de futebol e alegria. A final ficaram  LAGOA X ATACADÃO.
A disputa foi decidida nos pênaltis e o ATACADÃO Foi campeão do torneio. O secretario de esportes CICERO MENDES, agradeceu a todos os times participantes e prometeu que na medira esforços para realizar mais eventos desse porte com intuito de prestigiar os atletas comerciários e aproxima mais os mesmos do SINDICATO.


quarta-feira, 21 de agosto de 2019

COMEÇOU O TORNEIO DE FUTEBOL SOCIETY EM HOMENAGEM AOS PAIS COMERCIÁRIOS


A versão do Torneio de Futebol Society Dia dos Pais dos Comerciários de Sobral já está rolando no SESC Junco. Começou ontem (terça feira 20), e algumas equipes já mostraram o quão estão preparadas e que a disputa será acirrada.

Foram três jogos movimentados e com muitos gols. No primeiro jogo o time do Valmir Andrade conseguiu uma vitória impressionante para cima do pessoal do SESC 4x3. Outro time que se destacou foi o LAGOA, também com o mesmo placar 4x3 em cima da NOVA SCHIN, que conseguiu uma vitória ainda mais com menos gol foi o ATACADÃO, 1x0 contra o time da ELETROVALE.
O Secretário de Esporte, Cultura e Lazer do Sindicato, CICERO MENDES, acredita no equilíbrio do TORNEIO e aposta na organização do evento.
Lembrando que a final está programada para o dia 25 de agosto, quem quiser prestigiar os atletas e torcer pelas equipes, fique ligado nas próximas rodadas. 







segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Por uma infância e adolescência sem racismo


Abertura da Campanha por uma Infância e Adolescência sem Racismo   em Sobral, ocorrerá no dia12/08/2019, das 17:30 às 20:00 horas, na Praça do Teatro São João. Trata-se de uma Ação de validação do Selo UNICEF- Edição 2017-2020.  Aqui em Sobral a campanha  está sendo estruturada e coordenada  por um grupo de trabalho intersetorial que envolve a Secretaria dos Direitos Humanos, Habitação e Assistência Social (Coordenadoria dos Direitos Humanos, CREAS); Gabinete da Vice Prefeitura (Articulação e Mobilização do Selo UNICEF); Secretaria de Educação (Brinquedoteca), Saúde (Trevo de Quatro Folha), instituições da sociedade civil, participantes do Fórum da Igualdade Racial e do Instituto Teias da Juventude.   

A campanha supracitada faz parte de uma estratégia do Selo UNICEF pelo fim do racismo e discriminação e pela promoção da igualdade racial. Assim, o enfrentamento ao racismo e a promoção da igualdade racial são metas fundamentais de políticas e programas que almejam reduzir as desigualdades e garantir o acesso igualitário de todos e todas às políticas públicas. 

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Reforma: A luta para impedir os prejuízos para trabalhadores vai ser no Senado


Câmara dos Deputados rejeitou todas as alterações propostas pela oposição para tentar diminuir os prejuízos da reforma de Bolsonaro para os trabalhadores.



A maioria dos deputados rejeitou todas as sugestões que as bancadas de oposição fizeram para tentar diminuir os prejuízos da reforma da Previdência para os trabalhadores, trabalhadoras, viúvas e órfãos. Mas, a votação na Câmara dos Deputados não é a última instância em que as bancadas de oposição, centrais sindicais e movimentos sociais têm para lutar contra as maldades da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019 do governo de Jair Bolsonaro (PSL). Para entrar em vigor, a medida ainda precisa passar por duas votações no Senado.
“Muita coisa ainda pode mudar. É importante o trabalhador saber que a organização e a luta são fundamentais para revertermos essa reforma perversa de Bolsonaro”, alerta o presidente da CUT, Vagner Freitas.
E já tem ato marcado para o dia 13 de agosto, Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves contra a reforma da Previdência. “As CUT’s Estaduais, seus sindicatos, federações e confederações, as demais centrais sindicais, além dos representantes dos movimentos sociais estão organizando e mobilizando suas bases para que a manifestação seja uma das maiores já realizadas”, afirma Vagner.
“A luta agora é no Senado”, conclui o presidente da CUT.
Regras mais duras
A reforma da Previdência acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, estabelece a obrigatoriedade da idade mínima para se aposentar de 65 anos para os homens e 62 anos para as mulheres. Além disso, limita o benefício à média de todos os salários, inclusive os mais baixos, o que derrubar o valor; e estabelece regras de transição para quem já está no mercado de trabalho.
Pela nova regra geral, para os servidores federais e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei ordinária, que pode ser aprovada com menos votos do que uma PEC6. Até lá, vale uma regra transitória.
Medidas perversas que os deputados mantiveram, apesar da luta:
Entre os itens que os deputados da oposição tentaram mudar e a maioria rejeitou, mas que ainda podem ser revertidos no Senado, estão a retirada do item da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019 que prevê pensão inferior ao salário mínimo (hoje de R$ 998,00) nos casos em que viúvas e órfãos tiverem outra fonte formal de renda; e a alteração do texto que adequava a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras com contratos intermitentes aos ganhos mensais.
Confira o que a maioria dos deputados manteve no texto da PEC
Pensão por morte
Atualmente, a Constituição prevê que qualquer pensão tem de ter um salário mínimo como piso.
A reforma prevê novas regras de cálculo da pensão. Se o trabalhador que ganha mais de um salário mínimo não tiver contribuído por tempo suficiente ou se tiver contribuído sempre com base em um salário, o beneficiário da pensão da viúva ou órfãos poderá ser menor receber valor menor que esse.
Isso porque o valor da pensão será de uma cota familiar de 50% da aposentadoria ou média salarial (trabalhador na ativa) mais cotas de 10% para cada dependente.
Mesmo que o cálculo indique valor menor que um salário, a pensão será de um salário mínimo se essa for a única fonte de renda formal do dependente. Se a viúva tiver uma renda formal, quando o marido morrer ela vai receber R$ 598,80 de pensão.
O governo definiu como renda formal a soma dos recebimentos em valor total igual ou maior que um salário mínimo. Entram nesta soma os rendimentos recebidos mensalmente, constantes de sistema integrado de dados relativos a segurados e beneficiários de regimes de previdência, de militares, de programas de assistência social, ou de prestações indenizatórias.
Enquanto esse sistema não for criado, serão considerados os rendimentos mensais listados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) em nome da pessoa.
O destaque que o PCdoB apresentou para excluir o dispositivo que permite o pagamento de pensão por morte de valor inferior a um salário mínimo se o beneficiário receber outra renda formal foi rejeitado no Plenário da Câmara.
Contrato intermitente
A bancada do PT queria que o INSS computasse todas as contribuições, mesmo que o recolhimento feito pelo segurado fosse inferior a um salário mínimo. A sugestão, que eles chamam de ‘destaque’ foi rejeitada no plenário da Câmara.
O PT queria proteger os trabalhadores com contratos intermitentes, aqueles que só trabalham quando os patrões chamam - um ou mais dias por semana, uma vez por mês ou só nos finais de semana -, como é o caso de muitos garçons.
O que está valendo é o texto da PEC que o governo mandou para o Congresso Nacional, que determina que o INSS só deve computar o mês de contribuição se for atingido o valor mínimo referente ao piso da categoria profissional ou o salário mínimo (R$ 998,00).
Também foram rejeitados:
- destaque do PT que queria excluir da PEC regra que restringe o recebimento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) a pessoa idosa ou com deficiência de família com renda mensal per capita inferior a um ¼ do salário mínimo;
- destaque do PSOL que queria manter a regra atual de pagamento do abono do PIS/Pasep para quem recebe até dois salários mínimos. A PEC prevê o direito somente para os trabalhadores de baixa renda, definidos como quem recebe até R$ 1.364,43 ao mês;
- destaque do Novo que queria excluir a transição para servidores públicos e segurados do INSS na qual se exige “pedágio” de 100% do tempo de contribuição que faltar para cumprir esse requisito
- destaque do PDT que queria excluir a exigência do “pedágio” de 100% do tempo de contribuição que faltar para atingir o requisito de 30 anos de recolhimento para mulher e de 35 anos para homem no âmbito de uma das transições para segurados do INSS e servidores públicos;
- destaque do PSB, que propunha excluir o aumento de pontos exigidos do trabalhador sujeito a agentes nocivos (químicos, biológicos e físicos) na regra de transição. Esses pontos são a soma de idade e tempo de contribuição;
- destaque do PT, que pretendia manter o cálculo atual das aposentadorias pela média dos 80% maiores salários de contribuição, em vez da proposta, que determina a média de todos os salários de contribuição.
Com informações da página da Câmara dos Deputados.


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Pela transformação na vida e no trabalho, margaridas irão à Brasília pela 6ª vez


A Marcha das Margaridas de 2019 vai denunciar, nos dias 13 e 14 de agosto, os retrocessos do último período e dizer qual país elas precisam para viver e trabalhar com dignidade


O que move milhares de trabalhadoras rurais a participar da Marcha das Margaridas, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG), é a certeza de que a ida à capital federal mudará a realidade do trabalho e da vida das camponesas de todos os cantos do país.
“É a certeza de que só a luta e a resistência, a persistência e a coragem podem transformar vidas daquelas que eram invisíveis para o estado brasileiro”, afirma a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro.
E ela fala com a propriedade e experiência de uma agricultora familiar do Pará que participou da primeira marcha no ano de 2000, época em que cuidava de suas terras em Igarapé Miri. “a marcha é capaz de mover nosso coração, nossa alma, é uma paixão verdadeira para transformar o país”.
Para descrever a diversidade das camponesas que participam da maior ação de mulheres da América Latina, Carmen escolheu a simbologia que um trecho da música oficial das Margaridas representa:
“Somos de todos os novelos. De todo tipo de cabelos, grandes, miúdas, bem erguidas. Somos nós as Margaridas – a gente vem de todos os lugares do Brasil”.
E isso acontece de quatro em quatro anos, quando camponesas de todos os sotaques - do sertão, do sul, do norte, de todas as regiões do Brasil - cruzam céus, rios e terras para “florir” Brasília. As trabalhadoras rurais pegam seus colchonetes, suas roupas, utensílios de higiene pessoal, cobertor, medicamentos, protetor solar, bonés e o chapéu de palha com sua margarida de enfeite, se organizam em caravanas e vão marchar nas ruas de Brasília para lutar pelos seus direitos. Até chegar a capital federal, seguem de barco, de ônibus, de carona e até de avião.
Pelo que elas lutam?
Diferente dos que vivem na cidade, no meio rural não se reivindica salários se reivindica casa boa para morar, galinha no quintal, uma estrada para ir e vir à cidade para vender a produção, transporte, escolas e postos de saúde perto de onde moram e produzem.
Elas lutam por um conjunto de políticas públicas básicas para uma vida e trabalho dignos, porque a agricultura familiar é um modo de vida e trabalho. É uma produção que envolve membros de uma família e precisa ter a presença do Estado para garantir condições dignas de vida e produção de alimentos saudáveis.
A secretária da Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida da Silva, que também é agricultora familiar de Pernambuco, ressalta a solidariedade e união das margaridas de todos os cantos do Brasil.
“Há uma teia, uma rede de centenas e milhares de mulheres que estão fazendo o debate nas suas comunidades rurais, nos movimentos de mulheres, nas periferias e que de algum jeito constroem coletivamente a ida das mulheres à Brasília”.
Segundo Madalena, elas fazem atividades, bingos, jantares, vendem rifas, fazem eventos, pedem para os amigos para conseguir ir à marcha e potencializar as denúncias de todas as formas de violência e retrocessos que vivem.
“Tem um boneco do capital governando o país que está destruindo nossas riquezas, privatizando as empresas públicas, destruindo a amazonas, as políticas públicas que conquistamos”, diz Madalena se referindo ao governo de Jair Bolsonaro (PSL).
“E a marcha é luta, enfrentamento, resistência e também denúncia de toda forma de retrocesso e opressão que o governo está fazendo contra a classe trabalhadora, em especial da vida das mulheres rurais”, finalizou Madalena.
Margaridas vão denunciar retrocessos
A “6ª Marcha das Margaridas de 2019, por um Brasil com Soberania, Democracia, Justiça, Igualdade e Livre de Violência” acontecerá entre os dias 13 e 14 de agosto, em Brasília, e terá uma característica de denúncia de retrocessos e também de reivindicação do país que as camponesas querem.
“Tivemos perdas profundas nos direitos da classe trabalhadora, mais especificamente das trabalhadoras rurais. Sabemos que não é esse país que queremos, mas também sabemos que as nossas reivindicações não podem ser entregues a um governo que não dialoga com os trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou a vice-presidenta da CUT, Carmen Foro.
“A ideia é fazer uma plataforma geral para dizer o que pensamos para o país e denunciar o que foi desmontado, porque queremos soberania, democracia, justiça, igualdade e um povo livre de violência, tudo que está sendo destruído por este governo que também quer nos matar”, frisou Carmen, se referindo ao apoio do governo ao agronegócio, a liberação de mais de 260 tipos de venenos e do porte de armas aos fazendeiros.
A participação das CUTistas
Desde a primeira edição da Marcha das Margaridas em 2000, um grande número de mulheres da CUT participa de toda a construção do evento, do debate político à luta pelos direitos reivindicados pelas trabalhadoras rurais. E em 2019 não será diferente.
Segundo a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, a importância da CUT participar da Marcha das Margaridas vai além da parceria. A Marcha é um dos momentos mais importantes para a trabalhadora, diz.
“As mulheres da CUT em todo o país, mesmo com esta conjuntura altamente diversa das marchas anteriores, não desistiram e vão marcar presença e visibilidade na 6ª edição da marcha”, afirmou Juneia.
A dirigente disse que as mulheres Cutistas urbanas também estão absolutamente envolvidas na construção da mobilização e que a marcha será um marco como primeira grande ação das camponesas em Brasília contra a política de retirada de direitos do governo ultraliberal de Bolsonoro e suas milícias.
Nós mulheres CUTistas, dos campos, das águas, das florestas e das cidades vamos dizer basta de violência, de assassinato no campo, de prisões arbitrárias, de tanta estupidez e que queremos que o Brasil volte a ser uma nação
- Junéia Batista
História e conquistas da Marcha das Margaridas
Organizada pela Contag para ser realizada de 3 em 3 anos, a Marcha das Margaridas teve sua primeira edição no ano de 2000 e mesmo com a reação do então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) de receber a pauta das camponesas e engavetar, a mobilização em Brasília naquele ano foi considerada um sucesso no sentido de organização e fortalecimento da luta das mulheres do campo.
De acordo com Carmen, essa primeira marcha tirou as mulheres do campo da invisibilidade total ao ocupar a capital do Brasil num período de muita fome e de uma situação extremamente difícil.
Mas, na volta aos seus estados, as trabalhadoras rurais perceberam a grande conquista: a organização de base das mulheres do campo.
“No final, a conquista da marcha foi a da nossa visibilidade e a construção da nossa organização. Viemos para cena pública reclamar sobre a nossa péssima situação de vida. Nós não éramos consideradas como pessoas que existiam e produziam alimentos e a partir daí fortalecemos a nossa organização nos sindicatos, nas associações e nos bairros”, contou Carmen.
Com Lula, surgiu o diálogo
Já em 2003, como secretária de mulheres da Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Pará (FETAGRI-PA), Carmen disse que a mobilização para a Marcha das Margaridas foi muito maior. Só do Pará, a quantidade de ônibus foi 20 vezes maior. Além da capacidade de organização e luta ter aumentado, as mulheres do campo encontrariam outro governo em Brasília.
“Mesmo com o orçamento ainda do governo anterior, o governo do presidente Lula abriu definitivamente o diálogo com as trabalhadoras rurais. Não só nas marchas, mas sempre que precisamos discutir melhorias para nossa categoria, Lula abria as portas do Planalto para gente”, afirmou Carmen.
Em 2005, a dirigente CUTista assumiu a direção da Contag e alterou o período de realização da Marcha das Margaridas para 4 em 4 anos. Assim, a Marcha voltou a acontecer somente em 2007.
Diálogos se transformam em políticas
Entre os anos de 2007 e 2011, os diálogos foram se transformando em políticas de governo e as trabalhadoras rurais viram suas vidas melhorando, com a Política Nacional de Documentação da Trabalhadora Rural e a Titulação de Terras em nome das mulheres.
“Com documentos, as mulheres conseguiriam avançar no acesso a outras políticas e a partir daí foi evoluindo e avançando na saúde no campo, na educação e no crédito com recorte de gênero, dado muito importante porque as mulheres não tinham acesso ao crédito”, explicou Carmen.
Ela ressaltou também a Política Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) que garantia a comercialização dos alimentos que as mulheres produziam, dando às mulheres autonomia financeira pra garantir à família uma vida mais digna e mais justa.
Em 2011, a Marcha das Margaridas foi recebida pela presidenta Dilma Rousseff, primeira mulher presidenta do Brasil, que chegou a anunciar o Plano Nacional de Agroecologia, uma demanda das trabalhadoras rurais. Até 2014, as camponesas foram ouvidas e conseguiram ampliar várias políticas com recorte de gênero.
Depois do golpe
Mas a partir de 2015, as políticas públicas para a categoria começaram a se desmanchar por falta de orçamento. Depois do golpe a situação só piorou para as trabalhadoras rurais.
Com o governo do ilegítimo e golpista de Michel Temer (MDB-SP) e agora com Bolsonaro, as políticas do campo quase não existem mais. E é neste cenário que as Margaridas vão florir Brasília.
Para a secretária da Juventude da CUT, Cristiana Paiva, que também é agricultora familiar em Roraima, os retrocessos e os ataques deste governo contra a classe trabalhadora não vão enfraquecer a marcha, pelo contrário.
“As trabalhadoras rurais são mulheres ousadas e levam com elas a força e representatividade de Margarida Alves, que morreu lutando por direitos e justiça. Brasília ficará florida e receberá milhares de trabalhadoras que não querem este país e sim um lugar que possam viver e trabalhar com dignidade”, afirmou Cristiana,