O fato, filmando em vídeo e postado nas redes sociais, chamou a
atenção da sociedade, que pede a punição imediata dos 33 envolvidos. Em
depoimento a jovem afirmou que foi para a casa do namorado na última
sexta-feira e só acordou no domingo, o que reforça a ideia de que ela teria
sido drogada pelos criminosos. Dados de 2015, denunciam que a cada 11 minutos,
uma pessoa é estuprada no Brasil. A violência contra a mulher, poderia diminuir
significativamente, se não houvessem na sociedade tantos coautores.
A cultura do estupro incentiva e alimenta as mentes criminosas e
a ideia da “objetificação” da mulher. Quando uma menina é abusada até sangrar
por 33 homens, seria importante que a sociedade analisasse profundamente o
papel que exerce na culpabilização da vítima, na não denuncia de propagandas
que exploram o corpo feminino, do “desempoderamento” das mulheres e mais
recentemente o papel exercido por um golpe de estado, que fechou o Ministério
dos Direitos Humanos, retirou uma mulher para dar poder a homens brancos da
elite, abriu as portas do Ministério da Educação ao um ator que alegou
publicamente ter cometido um estupro e depois afirmou ser “piada’.
A sociedade na medida que se omite e incentiva esse tipo de
comportamento, atua como coautora. Uma criminosa que não suja as mãos no sangue
e tomada por uma psicopatia, não sente remorso ou culpa estando diante dos
fatos. A luta contra o machismo e misoginia, é todo dia. É a possibilidade de
“prendermos as armas, antes de ter o dedo no gatilho”.

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