Para ajudar na luta contra
reforma da Previdência de Bolsonaro, trabalhadores que querem se aposentar
podem usar o “napressão" para pedir aos parlamentares que votem contra o
fim da aposentadoria
O objetivo desta campanha é pressionar
principalmente os parlamentares que ainda não manifestaram seu voto e os que
declararam voto contra os trabalhadores. Os mais de 100 deputados e deputadas
que ainda estão indecisos poderão salvar a aposentadoria de milhares de
trabalhadores, ou não.
“Precisamos pressionar os parlamentares
para que o direito a aposentadoria prevaleça no Brasil. Convencer um indeciso a
votar com os trabalhadores ou convencer um deputado que ia votar contra os
trabalhadores a votar favorável será fundamental nos próximos dias. A
ferramenta na pressão é simples e direta e a pessoa pode escolher qualquer rede
social para pressionar o deputado ou a deputada”, afirma o secretário Nacional
de Comunicação da CUT, Roni Barbosa.
Como pressionar
Para pressionar, entre no site napressao.org.br e entre na campanha
“Querem o fim da sua aposentadoria” e clique em pressionar.
Na coluna da esquerda, estão os mais de
260 deputados que são favoráveis em acabar com a aposentadoria. Na coluna da
direita , na cor verde, estão os parlamentares que são a favor da sua aposentadoria.Em
laranja, na lista central, estão os indecisos.
Ao escolher um dos parlamentares para
pressionar você tem acesso a todas as informações sobre ele e pode escolher
através dos ícones abaixo da foto o jeito que prefere pressionar, pelo
Whatsapp, Facebook, Twitter ou e-mail.
Ao clicar no compartilhar, você convida
sua rede para também fazer pressão contra a reforma da Previdência.
Além disso, no napressão o trabalhador
ou a trabalhadora pode baixar o card de divulgação para redes sociais e também
compartilhá-los nos grupos de famílias e amigos.
Entenda porque a reforma da
Previdência é nefasta à classe trabalhadora
A Proposta de Emenda à Constituição
(PEC 006/2019) da reforma da Previdência deve ser colocada em votação no
Plenário da Câmara na próxima semana, de acordo com o calendário divulgado pelo
Presidente da Casa, César Maia (DEM/RJ), após o texto do relator Samuel Moreira
(PSDB/SP) ter sido aprovado por 32 votos a 13 na Comissão que analisava a PEC.
O texto do relator acaba com a
aposentadoria por tempo de contribuição – que hoje é de 30 anos para a mulher e
35 para os homens. Impõe uma idade mínima de 62 (mulheres) e 65 (homens) e a
obrigatoriedade de 40 anos de contribuição para quem quiser se aposentar com o
salário integral.
A proposta do governo de Jair Bolsonaro
também diminui o valor do benefício. Hoje com 15 anos de contribuição, homens e
mulheres se aposentam com 85% das 80% maiores contribuições, excluindo as 20%
menores. Com a reforma, esse valor passa a ser de apenas 60% com 20 anos de
contribuição dos homens e 15 anos das mulheres. Ambos os sexos já saem perdendo
25% do benefício. A diferença é que no texto do relator, os homens, além de
perderem esse percentual, vão ter de trabalhador mais cinco anos, pois somente
com 20 anos de contribuição poderão pleitear a aposentadoria.
Além disso, as viúvas e viúvos só receberão 60% do valor da pensão, mais
10% por dependente. Caso a pensão fique abaixo do salário mínimo, só terão
direito aos R$998,00 se não tiverem nenhuma outra fonte de renda. Caso
contrário, poderão receber uma pensão menor do que o valor do mínimo

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