Seminário da CUT
debate ameaças do governo Temer às mulheres
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Com o objetivo de esclarecer e organizar as mulheres
trabalhadoras para o enfrentamento aos retrocessos e retiradas de direitos
promovidos pelo governo interino e golpista de Michel Temer, o Seminário de
Mulheres - Trabalhadoras em luta, reuniu representantes de vários sindicatos
CUTistas na última segunda-feira (4), no Clube dos Comerciários/DF, no qual
debateram sobre a resistência da mulheres contra o projeto machista e
patriarcal que já está sendo implementado no país.
Para sindicalistas, parlamentares e militantes de movimentos
sociais presentes no seminário, Temer demonstra que não está do lado das
mulheres, tanto pela ausência das mesmas nos mais altos cargos de poder quanto
pelo desmonte de políticas públicas, como foi o caso da fusão da Secretaria de
Políticas para as Mulheres, Direitos Humanos e Promoção da Igualdade Racial,
que agora integram o Ministério da Justiça.
Presente no Seminário, a senadora Gleisi Hoffman fez
referência à Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres: “Ela foi fruto
da luta de mulheres desse país e agora está nas mãos de um ministro altamente
conservador e machista. Uma pessoa que defende a continuidade da gestação
indesejada mesmo nos casos em que a nossa Lei permite interromper”, afirmou.
Para a Senadora, o Congresso vive hoje os seus piores dias. “Vivemos um momento
dentro do parlamento em que temos medo de colocar algum Projeto de Lei para as
mulheres e retroceder mais ainda nos nossos direitos por causa das emendas
prejudiciais que farão”, revelou a parlamentar.
Desafios do movimento sindical
A diretora da
Contracs/CUT e também diretora executiva da CUT, Mara Feltes, acredita que o
movimento sindical tem um papel estratégico na luta contra o golpe e retirada
de direito. “Mesmo depois de todo apelo contrário que a mídia golpista fez em
2013, nós fomos às ruas e reelegemos Dilma Rousseff em 2014”, lembrou. Para
Mara, além de contínua, a luta deve ser mais combativa ainda. “É fator
determinante que coloquemos todas as energias para que esse golpe não seja
consolidado, e assim não permitir que haja mais retrocessos e nem retirada de
direitos”, conclamou Mara.
A sindicalista também lembrou que a tomada de poder de Michel Temer
afeta diretamente todas as classes sociais e esferas dos serviços públicos.
Na Câmara Federal, por exemplo, são 55 projetos tramitando contra os
trabalhadores/as, onde todos atacam direitos já conquistados. Segundo Mara, o
que resta é lutar e resistir. “A luta, portanto, é absolutamente necessária
neste momento muito difícil, contudo sairemos vitoriosas”.
Combativas no Parlamento
Presente ao encontro, a deputada federal Erika Kokay (PT-DF), ex-presidente da CUT/DF, exaltou a organização e a força das mulheres. “Todas as conquistas foram tecidas com muita dor e coragem neste País onde já legalmente foi permitido o castigo às mulheres e crianças”. Ao comentar a situação politica, Erika lembrou que “vivemos a ruptura democrática e a retirada de direitos, uma vez que a democracia é a mãe de todos os direitos”, frisou.
Representante das trabalhadoras nos segmentos do comércio e serviços,
a Contracs considera que o Seminário, além de ser mais um espaço para as
vozes femininas contra as ações fascistas que veem tentando silenciar o grito
pela democracia, veio fortalecer a luta das mulheres para impedir retrocessos
e organizar a resistência aos ataques do governo interino de Temer, por isso,
parabeniza pela a ação e considera imprescindível a organização das
companheiras de luta.
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Fonte: Contracs
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