Lançada em
todo país, durante as manifestações do Grito dos Excluídos, campanha vai colher
1,3 milhão de assinaturas para revogar golpe contra CLT
As
manifestações do Grito dos Excluídos, nesta quinta-feira (7) em todo o país,
foram o espaço de lançamento nacional da Campanha Pela Anulação da Reforma
Trabalhista, que vai coletar 1,3 milhão de assinaturas para um Projeto de Lei
de Iniciativa Popular que propõe a revogação da Reforma Trabalhista de Temer,
prevista para entrar em vigor no próximo dia 11 de novembro.
Após o recolhimento das assinaturas, o projeto será entregue à
Câmara dos Deputados, com o lançamento de uma nova etapa da campanha, para exigir
a votação da proposta. O objetivo do Projeto de Lei de Iniciativa Popular é
fazer com que essa medida se some a outras 11 leis revogadas por meio desse
instrumento.
A campanha pela anulação da Reforma Trabalhista foi aprovada pelas
confederações, federações e sindicatos da CUT, durante o recente Congresso
Extraordinário e prevê também a criação de comitês por essas entidades, para
coleta de assinatura.
MATERIAIS
DA CAMPANHA
- cartilha com orientações sobre a campanha;
- formulário para coleta de assinaturas;
- banner;
- cartaz.
Os materiais estão disponíveis no site da CUT e no site da
campanha, onde também é possível obter mais informações:
www.cut.org.br
anulareforma.cut.org.br
Após o Grito dos Excluídos, a CUT promoverá mais uma série de
manifestações para divulgar a campanha. No dia de 14 de setembro, a Central
ajuda a organizar um dia nacional de lutas ao lado do movimento Brasil
Metalúrgico em defesa dos empregos na indústria e das estatais.
No dia 3 de outubro, aniversário da Petrobrás, será a vez de o Rio
de Janeiro e das principais capitais do país promoverem manifestações contra a entrega
da empresa e de outros patrimônios públicos.
Para a semana de 11 de novembro, dia em que entra em vigor a
Reforma Trabalhista, os movimentos sindical e sociais preparam uma manifestação
em Brasília. Na ocasião, a Central pretende já ter número suficiente de
assinaturas para apresentar o projeto pela revogação do ataque aos direitos da
classe trabalhadora.
Além desses pontos, a CUT também estará na campanha em defesa de
democracia e do direito de Lula disputar as eleições e apoiará as mobilizações
no dia 13 de setembro em Curitiba, quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva irá depor ao juiz federal Sérgio Moro.


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